Para os que lutam por
uma sociedade justa e democrática, para os que lutam contra o tipo de sociedade
mercantil, em que tudo tem preço, em que tudo se vende, se compra, o combate
hoje se mostra mais complexo, e ao mesmo tempo, mais rico. O socialismo tem que
ser, ao mesmo tempo, reinventado e recolocado no horizonte histórico; reinventado,
porque deve aliar anti-capitalismo, e suas formas muito mais diversificadas de
propriedade social, com formas de construção da hegemonia; incorporar as mais
diferentes expressões das formas de luta contra a dominação, a alienação, a
exploração e a descriminalização; recolocando no horizonte histórico, porque
suas primeiras formas de existência se esgotaram, sem representar a negação e
superação do capitalismo.
A luta contra uma
nova hegemonia mundial, tem antes de tudo, que enfrentar-se com a super hegemonia
imperial norte-americana, com todo o seu poderio econômico, político, militar e
midiático. Uma luta que tem que articular ao mesmo tempo recuperação da
soberania nacional- espaço que hoje permite a autodeterminação popular, por
meios democráticos e a construção de um mundo multipolar, em que “caibam todos
os mundos”, em que todos os mundos sejam possíveis e que haja intercâmbio mútuo
e em todas as direções.
Texto original: A vingança da história, Emir Sader. Síntese: blog um quê de Marx.
Texto síntese: Fernanda E. Mattos,
autora e colunista do Blog Um quê de Marx.
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