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Mostrando postagens com o rótulo Pobreza

"Não se pode confundir a posição de classe com a quantidade de dinheiro que se ganha"

"Não se pode confundir a posição de classe com a quantidade de dinheiro que se ganha". A luta das classes antagônicas, por @EnekoHumor.  Iniciemos a reflexão, com a citação abaixo: A divisão de classes não está fundamentada nem na magnitude da fortuna, nem na renda. O sentido grosseiro transforma a distinção de classes segundo o tamanho da carteira do indivíduo. A medida da carteira é uma diferença apenas quantitativa, porque sempre se pode jogar um indivíduo da mesma classe contra outro (...) (Beluche¹, 2002 p.115) Por outro lado, tampouco a classe social deve ser confundida com a profissão. Dentro de cada classe existe uma infinidade de profissões. “São as classes que influem na predileção das profissões”. Mas, um burguês não será serralheiro ou carpinteiro. Se um operário quiser virar burguês, não há nada que o proíba, basta ter dinheiro e controlar os meios de produção. Há os setores intermediários entre as classes, ou na mesma classe. Um soldador d...

Apoio a leitura de O capital: #04 - “Os métodos idílicos da acumulação primitiva” em: + Marx

História das origens do capitalismo – #04 “Os métodos idílicos da acumulação primitiva” em  + Marx -  Material de apoio da leitura de O’Capital I Ao buscar no dicionário o significado da palavra idílico, aparece o seguinte:   suave, terno . O título dado pela autora do livro: "métodos idílicos", deve ser interpretado como uma analogia, onde o capital exerce uma "coerção muda" - por isso, o termo idílico, para representar a coerção silenciosa do mesmo (será explicado no final do texto. Esta publicação é uma síntese das ideias da autora do livro “Mais Marx”, e também, uma junção de ideias que auxiliam na explicação da acumulação primitiva do capital, ainda em tempos de uma sociedade em transição, pré-capitalista. E para isso, utilizamos duas obras: “Lutas de classes na Alemanha” e “História do Capitalismo”, ver a lista de referências. ILUSTRAÇÃO:  Robber Barons:  "History repeats itself – the robber barons of the Middle Ages and t...

O GRANDE OUTUBRO- "Ó grande Outubro da classe trabalhadora''

O GRANDE OUTUBRO Discurso de Lenin, autor desconhecido.  Ó grande Outubro da classe trabalhadora Levantaram-se afinal os que estavam Por tanto tempo curvados! Ó soldados, que afinal Dirigiram os fuzis para a direção certa! Os que lavraram o campo no início do ano Curvaram-se mais ainda. Mesmo a colheita Fui para os celeiros dos senhores. Mas o Outubro viu o pão já nas mãos certas! Desde então O mundo tem sua esperança O mineiro do País de Gales, o cule da Manchúria E o operário da Pensilvânia que vive pior que um cão E o alemão, meu irmão, que ainda Inveja aquele: todos Sabem, existe Um Outubro O soldado da milícia espanhola Vê por isso com menos preocupação Os aviões dos fascistas Que investem contra ele Mas em Moscou, a célebre capital De todos os trabalhadores Move-se a cada ano na Praça Vermelha O infindável cortejo dos vencedores Levando em emblemas de suas fábricas Imagens dos tratores, novelos de lãs das fábricas de tecidos Também feixes de...

''ESPECIAL MAIO TRABALHADOR'': 'Perguntas de um trabalhador que lê' Bertolt Brecht [1913-1956]

CONCIENCIA DE CLASE-  Óleo sobre tabla 90x120 cm- Autor desconhecido. PERGUNTAS DE UM TRABALHADOR QUE LÊ Quem construiu a Tebas de sete portas? Nos livros estão nomes de reis. Arrastaram eles os blocos de pedra? E a Babilônia várias vezes destruída- quem a reconstruiu tantas vezes? Em que casas? Da Lima dourada moravam os construtores? Para onde foram os pedreiros, na noite em que a Muralha da China ficou pronta? A grande Roma está cheia de arcos do triunfo. Quem as ergueu? Sobre Quem Triunfaram os Césares? A decantada Bizâncio Tinha somente palácios para seus habitantes? Mesmo na lendária Atlântida Os que se afogavam gritavam por seus escravos Na noite em que o mar a tragou O jovem Alexandre conquistou a Índia. Sozinho? César bateu os gauleses. Não levava sequer um cozinheiro? Felipe na Espanha chorou, quando a sua Armada naufrafou. Ninguém mais chorou? Frederico II venceu a Guerra dos Sete Anos. Quem venceu além dele? Cada página uma vitória. Q...

"OS NUMEROZINHOS E AS PESSOAS"- Sobre a renda per capita

"OS NUMEROZINHOS E AS PESSOAS"-  Sobre a renda per capita   Charge: Armandinho Onde se recebe a renda per capita? Tem muito morto de fome querendo saber. Em nossas terras, os ''numerozinhos'', têm melhor sorte que as pessoas. Quando vão bem quando a economia vai bem? Quantos se desenvolvem com o desenvolvimento? Em Cuba, a revolução triunfou no ano mais próspero de toda a história econômica da ilha. Na América Central, as estatísticas sorriam antes e riam quanto mais fodidas e desesperadas estavam as pessoas. Nas décadas de 1950,1960 e de 1970, anos atormentados tempos turbulentos, a América Central exibia os índices de crescimento econômico mais altos do mundo e o maior desenvolvimento regional da história humana. Na Colômbia, os rios de sangue cruzam os rios de ouro. Esplendores da economia, ossos de dinheiro fácil em plana euforia, o país produz cocaína, café e crimes em quantidade enlouquecedoras. É nítida a atualidade d...

#ColunaGaleano: ''O SISTEMA, A FOME E O PRÓXIMO''

O SISTEMA, A FOME E O PRÓXIMO   A FOME/2 Um sistema de desvinculo . Boi sozinho se lambe melhor... O próximo, o outro, não é seu irmão, nem seu amante. O outro é um competidor, um inimigo, um obstáculo a ser vencido ou uma coisa a ser usada. O sistema, que não dá o que comer, tampouco dá de amar: condena muitos a fome de pão e muitos à fome de abraços. Síntese: Fernanda E. Mattos, autora e colunista do Blog Um quê de Marx. Postagem baseada na obra: O livro dos abraços, de Eduardo Galeano. É permitido o compartilhamento desta publicação e até mesmo a edição da mesma. Sem fins lucrativos e cite a fonte. Creative Commons Atribuição-NãoComercial 4.0 Internacional .

10 mandamentos da "Escola do mundo ao avesso"- Eduardo Galeano

Esta é mais uma da série de postagens sobre a obra: "De pernas pro ar", de Eduardo Galeano (1940-2015). Esta postagem é uma forma de homenagear esse cidadão do mundo, que através de seus escritos conscientiza e alerta da pilhagem feita pelas grandes potências, principalmente em relação a nós latino-americanos.  Breve sinopse do livro: “Esse livro é uma patada em cima da outra”. Em “De Pernas Pro Ar”, Galeano exerce todo seu conhecimento da cultura e política da América Latina sob o olhar atento de alguém que, desde 1971, com “As veias abertas da América Latina” vem criticando a exploração de nossa sociedade pelo assim por Deleuze chamado de Capitalismo Mundial Instituído. O mundo ao avesso é um mundo trágico, onde tudo acontece, um mundo onde não há resistência e sim apenas conformidade e visões distorcidas, em outras palavras, a escola do mundo ao avesso é a "contra escola existente". "O mundo ao avesso gratifica o avesso: despreza a honestidade, casti...

''A ESCOLA DO MUNDO AO AVESSO'' - De pernas pro ar, Eduardo Galeano + Download livro em PDF

''O MUNDO AO AVESSO'' Eduardo Hughes Galeano (Montevidéu, 3 de setembro de 1940) é um jornalista e escritor uruguaio. É autor de mais de quarenta livros, que já foram traduzidos em diversos idiomas. Suas obras transcendem gêneros ortodoxos, combinando ficção, jornalismo, análise política e História. “Esse livro é uma patada em cima da outra”. E m “De Pernas Pro Ar”, Galeano exerce todo seu conhecimento da cultura e política da América Latina sob o olhar atento de alguém que, desde 1971, com “As veias abertas da América Latina” vem criticando a exploração de nossa sociedade pelo assim por Deleuze chamado de Capitalismo Mundial Instituído. O mundo ao avesso é um mundo trágico, onde tudo acontece, um mundo onde não há resistência e sim apenas conformidade e visões distorcidas, em outras palavras, a escola do mundo ao avesso é a "contra escola existente". "O mundo ao avesso gratifica o avesso: despreza a honestidade, ...

Introdução a teoria do Estado: A Gênese do Estado parte I

O Estado surge como "forma de intervenção", houve a necessidade da existência do mesmo, no qual representou a ruptura entre a "civilização e a barbárie", também conhecido como clássico rompimento paradigmático. E as partes de sua existência se deu de várias formas, aqui faremos uma breve reflexão acerca das formas do Estado que se estabeleceram conforme os períodos da história. Lembrando que a existência do Estado é inerente a história e as várias formas em que se manteve (e mantém) as relações sociais.  O ESTADO DAS ANTIGAS CIVILIZAÇÕES Estado Oriental ou Tecnocrático: É uma forma de Estado das antigas civilizações, sendo o mesmo regido pelos valores da família, religião, elementos esses intrinsecamente  enraizados no corpo do Estado, onde o mesmo representava um "confuso conjunto da moral familiar e religiosa.   A Pólis grega eram as cidades-Estado da Grécia Antiga, cidades que possuíam independência, liberdade e autonomia política...