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Mostrando postagens com o rótulo Capital

Na íntegra: "A incorrigível lógica do capital e seu impacto sobre a educação" por István Mészáros

Na íntegra:  "A incorrigível lógica do capital e seu impacto sobre a educação"  por István Mészáros István Mészáros foi um filósofo húngaro e está entre os mais importantes intelectuais marxistas da atualidade “Aprender, desde que seja útil”. É por isso, que existe a necessidade de romper com a lógica do capital, se quisermos contemplar a criação de uma alternativa educacional significativa e diferente. Para simplificar e explicar essa “tal fórmula global”, convido a vocês leitores a refletir, partindo da seguinte analogia:  “Imaginemos que o sistema cria uma ordem geral (pré-estabelecida) e nós estamos sob influência da mesma, e as consequências não são positivas, é como se essa ordem e leis gerais, fossem uma espécie de  ‘máquina de criar conformidade’,  e sua função é homogeneizar e estabilizar a sociedade, a estrutura social, econômica, política e as formas que lhe apresentam como oposição devem ser imediatamente elim...

“A crise do ensino público” – por ISTVÁN MÉSZÁROS

“A crise do ensino público” – por ISTVÁN MÉSZÁROS Seria uma ingenuidade, não perceber que a crise do ensino público se arrasta e é fruto de u projeto político e econômico.  Este sistema é o mais desigual de todas já existentes na história, e ainda nos faz crer que somos todos iguais perante a lei, e o papel de convencimento está no sistema ideológico que proclama e inculque cotidianamente tais valores na mente das pessoas. “No reino do capital, a educação é, ela mesma, uma mercadoria” p.16. Isso explica a crise do ensino no sistema público, onde as demandas do capital pressiona e controla os investimentos públicos na educação. No livro: “O mundo ao avesso”,autor uruguaio, Eduardo Galeano, fala sobre a interferência do Banco Mundial na educação pública, vejamos: “O Banco Mundial chama a educação de “um investimento em capital humano”, o que, de seu ponto de vista, é um elogio, mas, num informe recente, propõe como possibilidade reduzir os salários dos profess...

Apoio a leitura de O capital: #04 - “Os métodos idílicos da acumulação primitiva” em: + Marx

História das origens do capitalismo – #04 “Os métodos idílicos da acumulação primitiva” em  + Marx -  Material de apoio da leitura de O’Capital I Ao buscar no dicionário o significado da palavra idílico, aparece o seguinte:   suave, terno . O título dado pela autora do livro: "métodos idílicos", deve ser interpretado como uma analogia, onde o capital exerce uma "coerção muda" - por isso, o termo idílico, para representar a coerção silenciosa do mesmo (será explicado no final do texto. Esta publicação é uma síntese das ideias da autora do livro “Mais Marx”, e também, uma junção de ideias que auxiliam na explicação da acumulação primitiva do capital, ainda em tempos de uma sociedade em transição, pré-capitalista. E para isso, utilizamos duas obras: “Lutas de classes na Alemanha” e “História do Capitalismo”, ver a lista de referências. ILUSTRAÇÃO:  Robber Barons:  "History repeats itself – the robber barons of the Middle Ages and t...

"Capitalismo para Totós"- Entenda o que é a flexibilidade [NÃO AO PL 4330]

''Capitalismo para Totós  - Entenda o que é a flexibilidade" "A tal da flexibilidade"  - termo utilizado geralmente no universo das relações laborais. a flexibilidade (laboral) é o termo enfeitado para dar corpo a várias aspirações do grande patronato, como forma de aprofundar a exploração. Há várias forma de  flexibilidade (laboral)  na terminologia capitalista: i.  a que se refere à flexibilidade do vínculo, sendo uma forma mais bonita de dizer "precariedade", mascarada pela falsa ideia de que essa flexibilidade do vínculo é resultante do "estilo de vida moderno" e que é mesmo desejada pelo trabalhador, porque "a malta jovem gosta é de poder andar de trabalho em trabalho, sem compromissos". Essa flexibilidade (dos vínculos), na verdade, beneficia apenas o patronato, na medida em que só o patronato tem limitações nas rescisões de contrato, podendo o trabalhador provocá-la a qualquer altura. ii.  a que se refere à fl...

REVOLUÇÃO INDUSTRIAL: ''Transformações da sociedade e nas relações de trabalho'' - PARTE I

REVOLUÇÃO INDUSTRIAL: ''Transformações da sociedade e nas relações de trabalho''- Parte I Litografia colorida de Alphonse Dauseau mostra a cidade de Lymington, na Inglaterra por volta de 1840. A presença das fábricas começa a alterar a paisagem rural.  Mudanças na sociedade A partir do início do século XIX, o processo de industrialização e urbanização acarretou profundas transformações na estrutura da sociedade inglesa. Os que mais sofreram com o processo de adaptação ao novo ritmo de vida e trabalho foram os operários urbanos. As dificuldades de adaptação dessas pessoas aumentavam em rezão das precárias condições de moradia e saneamento em razão das cidades.  A nascente classe média urbana era formada por grupos ligados às atividades industriais, comerciais e financeiras e, também, por profissionais como advogados, médicos, professores. A classe média foi muito beneficiada pela Revolução Industrial. Guache sobre o papel: Locomotiva carregada de carvão pa...

Dicionário Marxista — "Conceito e metáfora sobre a base e superestrutura''

Dicionário Marxista: "Conceito e metáfora sobre a base e superestrutura'' A metáfora do edifício- base (infra-estrutura) e superestrutura-  é usada por Marx e Engels para apresentar a ideia de que a estrutura econômica da sociedade (a base ou infra-estrutura) condiciona a existência e as formas do Estado e da consciência social (a superestrutura). Uma  das primeiras formulações dessa ideia surge na primeira parte de "A ideologia alemã", onde há referência à "organização social que nasce diretamente da produção e do comércio, a qual, em todas as épocas, constitui a base do Estado, e do resto da superestrutura das ideias". Ilustração sobre a metáfora da "base e superestrutura"-  Fonte da figura: Google Imagens.  Mas, as noção de superestrutura não é usada apenas para indicar dois níveis da sociedade que são dependentes, ou seja, o Estado e a consciência social. Pelo menos uma vez, na terceira parte de o "Dezoito Brumário de L...

''Sobre a fundação de um banco'', por Bertolt Brecht (Canção de fundação do National Deposit Bank)

CANÇÃO DE FUNDAÇÃO DO NATIONAL DEPOSIT BANK  Sim, fundar um banco Todos deveiam achar correto Não podendo herdar fortuna É preciso juntá-la de algum jeito Para isso as ações são melhores Do que faca ou revólver. Mas uma coisa é fatal É preciso capital inicial. E não havendo dinheiro Onde obter, senão roubando? Ah, sobre isso não vamos discutir Onde obtiveram os outros bancos? De algum lugar ele veio De alguém ele foi tirado Organização da publicação: Fernanda E. Mattos, autora e colunista do Blog Um quê de Marx. Referência do poema: BRECHT, Bertolt. Poemas, 1913-1956. Editora: 34.  É permitido o compartilhamento desta publicação e até mesmo a edição da mesma. Sem fins lucrativos e cite a fonte. Creative Commons Atribuição-NãoComercial 4.0 Internacional .