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Mostrando postagens com o rótulo Democracia

ESPECIAL: #OLivrodosEspelhos- "A desmemória"

Desmemória/1 Parte I Estou lendo um romance de Louise Erdrich.  A certa altura, um bisavô encontra seu bisneto. O bisavô, está completamente ''lelé'' e sorri com o mesmo beatífico sorriso de seus bisneto recém-nascido. O bisavô é feliz porque não tem ainda, nenhuma memória.  Eis que, penso, a felicidade perfeita. Não a quero. Desmemória/2 Parte II O medo seca a boca, molha as mãos e mutila. O medo de saber nos condena à ignorância; o medo de fazer nos reduz à impotência, que tem medo de recordar, nos adoece de amnésia; mas não se necessita ser Sygmund Freud para saber que não existe tapete que possa ocultar a sujeira da memória. Postagem baseada na obra: O livro dos espelhos, de Eduardo Galeano. Editora: L&PM Pocket.  Texto síntese: Fernanda E. Mattos, autora e colunista do Blog Um quê de Marx. É permitido o compartilhamento desta publicação e até mesmo a edição da mesma. Sem fins lucrativos ...

"O MERCADO E A IMPOTÊNCIA SOCIAL" (Tudo é história)

"O mercado e a impotência social" Deveríamos ser menos ingênuos em questões que colocam explicitamente em jogo as relações de dominação social. Em outras palavras, as relações de mercado vão bem mais além do que puras determinações econômicas. O estabelecimento do mercado é também o estabelecimento de um dado registro do real, no qual os homens pensam e agem conforme determinadas regras do jogo. Isso se trata da impotência social, o mercado como uma esfera de domínio social. Na qual os homens se vêem impossibilitados de pensar além de registros que se impõe à vista de todos como uma ordem natural. O mercado induz o pensamento dentro de uma lógica já estabelecida quem obviamente é regida por mecanismo sutis de controle social. "O que nos é vetado, antes de mais nada, é justamente a possibilidade de pensarmos" -Edgar Decca Postagem baseada na obra: O nascimento das fábricas- Parte I: "Nunca temos tempo para sonhar", de Edg...

“ELEMENTOS DA TEORIA DA AUTOMANCIPAÇÃO REVOLUCIONÁRIA DO PROLETARIADO”- K. MARX E F. ENGELS EM: LUTAS DE CLASSES NA ALEMANHA.

“OS TRÊS ELEMENTOS DA TEORIA DA AUTOMANCIPAÇÃO REVOLUCIONÁRIA DO PROLETARIADO”- K. MARX E F. ENGELS EM: LUTAS DE CLASSES NA ALEMANHA. Alemanha, junho de 1844: “O levante dos tecelões  da Silésia (província oriental da Prússia) foi uma revolta proletária que teve a sua contribuição para com os escritos de Marx na obra: “Luta de classes na Alemanha”. Marx faz uso do poema que Heinrich Heine escreveu em 1844 em manifesto a favor dos tecelões, o verso ficou registrado como: “Os tecelões da Silésia”, sendo a expressão da força operária do ramo da tecelagem na antiga Prússia (na época, ainda sob poder do rei). Os versos de Heinrich Heine exprime a força do “manto operário” contra a velha Alemanha monárquica e reacionária. “OS TECELÕES DA SILÉSIA” “DIE SCHLESISCHEN WEBER” (título original) Traduzido por:  Nélio Schneider “Nos olhos sombrios, Nenhuma lágrima. Sentados ao tear, Eles rangem os dentes. Alemanha, tecemos tua mortalha, Tecemos! Tecemos! [...] ...

10 mandamentos da "Escola do mundo ao avesso"- Eduardo Galeano

Esta é mais uma da série de postagens sobre a obra: "De pernas pro ar", de Eduardo Galeano (1940-2015). Esta postagem é uma forma de homenagear esse cidadão do mundo, que através de seus escritos conscientiza e alerta da pilhagem feita pelas grandes potências, principalmente em relação a nós latino-americanos.  Breve sinopse do livro: “Esse livro é uma patada em cima da outra”. Em “De Pernas Pro Ar”, Galeano exerce todo seu conhecimento da cultura e política da América Latina sob o olhar atento de alguém que, desde 1971, com “As veias abertas da América Latina” vem criticando a exploração de nossa sociedade pelo assim por Deleuze chamado de Capitalismo Mundial Instituído. O mundo ao avesso é um mundo trágico, onde tudo acontece, um mundo onde não há resistência e sim apenas conformidade e visões distorcidas, em outras palavras, a escola do mundo ao avesso é a "contra escola existente". "O mundo ao avesso gratifica o avesso: despreza a honestidade, casti...

CRISE DO MULTICULTURALISMO + "O problema da identidade por Zygmunt Bauman''.

"A identidade como um problema" O nosso contato com um mundo líquido permeado por diversas identidades (religiosas, culturais, sexuais, profissionais) faz que as crises de identidade nos alcance. Para Bauman a modernidade coloca a identidade em um processo de transformação, causando fenômenos como a crise do "multiculturalismo", como, também fomenta atitudes radicalistas.  Estaríamos em uma possível crise do "multiculturalismo" mundial? No texto anterior refletimos sobre o multiculturalismo e os recentes acontecimentos relacionados ao choque de civilizações e xenofobia.  Hoje, procuro refletir sobre a questão da "identidade", e pertencimento, baseado em Zygmunt Bauman. Qual a sua concepção acerca da ideia de “identidade”? Seria algo fruto da construção que o indivíduo realiza? Ou se trata de algo imposto a nós? A ''natividade é uma ficção'' posta a nós através dos mecanismos do Estado moder...

Introdução a teoria do Estado: A Gênese do Estado parte I

O Estado surge como "forma de intervenção", houve a necessidade da existência do mesmo, no qual representou a ruptura entre a "civilização e a barbárie", também conhecido como clássico rompimento paradigmático. E as partes de sua existência se deu de várias formas, aqui faremos uma breve reflexão acerca das formas do Estado que se estabeleceram conforme os períodos da história. Lembrando que a existência do Estado é inerente a história e as várias formas em que se manteve (e mantém) as relações sociais.  O ESTADO DAS ANTIGAS CIVILIZAÇÕES Estado Oriental ou Tecnocrático: É uma forma de Estado das antigas civilizações, sendo o mesmo regido pelos valores da família, religião, elementos esses intrinsecamente  enraizados no corpo do Estado, onde o mesmo representava um "confuso conjunto da moral familiar e religiosa.   A Pólis grega eram as cidades-Estado da Grécia Antiga, cidades que possuíam independência, liberdade e autonomia política...

“SEIS FATOS SOBRE A HISTÓRIA DA LIBERDADE”

“SOBRE A HISTÓRIA DA LIBERDADE” A liberdade do livre mercado, do comércio em si é uma ideia vendida a todos nós como “a boa nova", mas o que se sabe é que sua história não é de agora e que intrinsecamente está ligada com a origem da exploração, pobreza e injustiças. Vejamos alguns fatos que vem a confirmar esta afirmação. “Há três ou quatro séculos, Inglaterra, Holanda e França exerciam a pirataria, em nome da liberdade de comércio através dos bons ofícios de Sir Francis Drake, Henry Morgan, Piet Heyn, François Lolonois e outros neoliberais da época” Durante a segunda guerra mundial, o contra-almirante nazista Karl Donitz, oficial do alto escalão alemão, reportou a Hitler que uma das suas tripulações, mais rebeldes, comunicaram que não iriam participar de uma viagem a Suez pois haviam visto o Holandês Voador. No ano de 1939, 100 nadadores que descansavam na Baía Falsa, na África do Sul, disseram ter avistado o Holandês Voador. “A liberdad...