SOB MEU PONTO DE VISTA, O CAPITALISMO SELVAGEM NUNCA FOI UMA METÁFORA.
Agora vejamos a reflexão do autor Luiz Ruffato.
"O que significa ser escritor num país situado na periferia do mundo, um lugar onde o termo capitalismo selvagem definitivamente não é uma metáfora?”. Com esta pergunta, o escritor Luiz Ruffato, iniciou seu discurso na abertura da Feira do Livro de Frankfurt, na terça-feira (8). O escritor fez duras críticas às desigualdades sociais do Brasil e à violência contra índios, negros, mulheres e homossexuais.
OS GENOCÍDIOS
Para o escritor, a diminuição da população indígena ao longo destes anos mostra que o Brasil nasceu sobre a égide do genocídio. Hoje, no país, há apenas cerca de 900 mil indígenas que ainda vivem sob condições precárias e em luta constante pela demarcação de suas terras. Em 1500, eles eram mais de 4 milhões de indivíduos.
ESCRAVIDÃO E PRECONCEITO RACIAL
Na questão racial, Ruffato falou sobre os resquícios da escravidão mais de um século
depois de sua abolição. Ele lembrou que em 1888 não houve qualquer esforço do Estado em promover políticas que dessem aos negros condições mínimas de se inserir na sociedade. “Assim, até hoje, 125 anos depois, a grande maioria dos afrodescendentes continua confinada à base da pirâmide social: raramente são vistos entre médicos, dentistas, advogados, engenheiros, executivos, jornalistas, artistas plásticos, cineastas, escritores”, disse.
Diante de tantas precariedades que culminam no acúmulo de ódio um para com o outro, Ruffato, mesmo reconhecendo ser um utópico, disse acreditar que a literatura pode ser uma saída para a sociedade. “Sucumbimos à solidão e ao egoísmo e nos negamos a nós mesmos. Para me contrapor a isso escrevo: quero afetar o leitor, modificá-lo, para transformar o mundo. Trata-se de uma utopia, eu sei, mas me alimento de utopias. Porque penso que o destino último de todo ser humano deveria ser unicamente esse, o de alcançar a felicidade na Terra. Aqui e agora", concluiu.
#DICA DE FILME: CAPITALISMO SELVAGEM - Um clássico nacional
Sinopse: Elisa Medeiros, uma jornalista iniciante, prepara reportagem sobre o milionário Hugo Victor Assis e descobre que sua empresa fora responsável, décadas atrás, por um massacre de índios. Hugo sensibiliza-se com a história e acredita ser sobrevivente da tribo dizimada, dispondo-se a impedir um novo projeto de extração em terras indígenas. Mas o reaparecimento de sua mulher Diana, que todos julgavam morta num acidente, afasta-o de Elisa. Demitida da revista em que trabalhava, ela procura lutar sozinha por justiça.
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Fonte da notícia: BRASIL DE FATO
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