Uma fórmula
de lapidar de Engels em A sagrada família resume bem a mudança radical de
perspectiva: “A história não faz nada”. Não é um novo deus que manipula a
comédia humana. “Quem faz tudo [...], quem possui e luta é, muito antes o
homem, o homem real, que vive; não é por certo, a ‘História’, que utiliza o
homem como meio para alcançar seus fins- como se tratasse de uma pessoa à
parte- pois a história não é se não a
atividade do homem que persegue seus objetivos”
Em A sagrada família, Marx e Engels refutam a visão apologética* de que tudo o que aconteceu deveria necessariamente acontecer para que o mundo fosse para que o mundo fosse o que é e nós fôssemos o que somos.
apologética*
Apologética (do latim tardio apologetĭcus, através do grego ἀπολογητικός, por derivação de "apologia", do grego απολογία: "defesa verbal") é a disciplina teológica própria de uma certa religião que se propõe a demonstrar a verdade da própria doutrina, defendendo-a de teses contrárias.
A apologética desenvolveu-se sobretudo no Cristianismo – enquanto em outras religiões, como o Islã e o Budismo, houve apenas tentativas menores. Assim, quando o termo "apologética" não é seguido de especificação, é quase sempre entendido como "apologética cristã", ou seja, como a prática da explanação, demonstração (de ordem moral, científica, histórica, etc.) e defesa sistematizada da fé cristã, sua origem, credibilidade, autenticidade e superioridade em relação às demais religiões e cosmovisões.


Comentários
Postar um comentário