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MARINELA CHAUI: "A construção da indentidade brasileira aos moldes do subdesenvolvimento" + DOWNLOAD Livro: Brasil 500 anos: Mito Fundador e Sociedade Autoritaria


Acredito que a ideias contidas no livro de Marilena Chaui possa ser uma das bases sob as quais devemos refletir sobre a construção da formação de modelo de Estado e sociedade em que se inicia nosso pais ''pós independência''.
Vejamos alguns pontos que aborda como se constitui o modelo de "identidade nacional".
Segundo a autora podemos entender que nosso modelo de sociedade foi desenvolvido "aos moldes do subdesenvolvimento"
Destaco alguns trechos de seu livro, que servirá como principal base de análise para esta postagem e tema.

O modo como nos ensinam 
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Entre os anos 1950-1970, a elaboração da “identidade nacional” apresenta a sociedade brasileira com os seguintes traços:
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QUAL SERIA O MITO FUNDADOR?


Antes de refletir sobre o mito fundador, atentamo-nos ao significado e  emprego do termo “fundação”

Diferentemente da formação, a fundação se refere a um momento passado imaginário, tido como instante originário que se mantém vivo e presente no curso do tempo, isto é, a fundação visa a algo tido como perene (quase eterno) que traceja e sustenta o curso temporal e lhe dá sentido. A fundação pretende situar-se além do tempo, fora da história, num presente que não cessa nunca sob a multiplicidade de formas ou aspectos que pode tomar.


"Insistimos na expressão mito fundador porque diferenciamos fundação e formação. Quando os historiadores falam em formação, referem-se não só às determinações econômicas, sociais e políticas que produzem um acontecimento histórico, mas também pensam em transformação e, portanto, na continuidade ou na descontinuidade dos acontecimentos, percebidos como processos temporais"
 
Marilena joga uma questão fundamental a ser pensada, não estaríamos celebrando erroneamente o Brasil 500 anos sendo que efetivamente a formação da identidade nacional se faz pós independência?
A nossa nação é resultado de uma constituição histórica recente, a autora afirma que o celebrar "Brasil 500 anos, é um mito. É o nosso mito fundador"
Cito:
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