Pular para o conteúdo principal

O ESTADO, A CIDADANIA E O DIREITO (Cidadania para principiantes)


Aqui não se tem a intenção de discutir afundo as origens/conceitos sobre Estado, Direito e da Cidadania. O objetivo desta postagem é para abrir a curiosidade acerca dos conceitos e origens desses três elementos. Caso o  leitor sinta necessidade o mesmo deve aprofundar-se em outras leituras que fomente o conhecimento acerca do tema aqui abordado.
Ilustrações retiradas do livro: Cidadania para principiantes, de Carlos E. Novaes e César Lobo, o texto é editado e adaptado segundo leituras realizadas acerca do tema.

A partir da formação das primeiras tribos primitivas nasce o Estado (concepção primária). Inicia-se o controle social, regras, leis e normas.
Com o Estado surgem as normas jurídicas que vão disciplinar a vida em sociedade. Segundo o poeta francês Delavigne "o Direito é a mais bela invenção dos homens contra a equidade", contra a igualdade (ironia). 
Há uma grande controvérsia em relação ao surgimento do Direito e do Estado, há autores que afirmam que o Direito antecede o Estado e vice versa (caso de aprofundar a leitura). Autores como Leon Duguit defendia que o direito já existia como o ser humano, antes mesmo de se organizar socialmente e na forma de Estado.
Independentemente de quem antecedeu quem, o que vale ressaltar é que até meados do séc XVIII toda civilização o direito esteve a serviço e a reboque do Estado. E todo indivíduo estava sujeito as regras e leis.


Na Grécia antiga a democracia não tinha ainda o sentido que é dado atualmente, mas a certeza era que a mesma funcionava da mesma forma atual, de maneira excludente.
Egito
No império Romano também se pode encontrar vestígios de direitos e por muito tempo esses direitos permaneceram desiguais. Foi no cristianismo que se teve a origem dos primeiros sinais da manifestação de cidadania (sinais isolados). Neste período os cristãos eram obrigados a obedecer o poder do Estado.
Agora vejamos um pouco da cidadania, do direito e do Estado na sociedade capitalista.

O capitalismo nos seus primeiros movimentos foi o grande patrocinador do Estado moderno e com ele "novos direitos", sendo considerado como uma grande força de liberdade para o mundo da época. Esse novo modo de produção pôs fim ao Estado Feudal e foi ao seu modo impondo uma nova ordem jurídica (ler sobre o iluminismo e revolução francesa).

Há  de se dizer que a cidadania é um "direito burguês" (o termo tem origem no direito burguês). A cidadania vem desse advento, lembrando que a mesma não possuía um amplo significado que se tem atualmente. 

 
Em suma, as primeiras noções de cidadania se puseram em movimento com a ascensão do capitalismo. E que fique aqui bem expresso não é o objetivo desta postagem discutir ou questionar afundo de como essa cidadania é na prática. Para isso logo abaixo está algumas leituras para melhor aprofundamento acerca do tema.






Licença Creative CommonsÉ permitido o compartilhamento desta publicação e até mesmo a edição da mesma. Sem fins lucrativos e cite a fonte. Creative Commons Atribuição-NãoComercial 4.0 Internacional

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

''A ESCOLA DO MUNDO AO AVESSO'' - De pernas pro ar, Eduardo Galeano + Download livro em PDF

''O MUNDO AO AVESSO'' Eduardo Hughes Galeano (Montevidéu, 3 de setembro de 1940) é um jornalista e escritor uruguaio. É autor de mais de quarenta livros, que já foram traduzidos em diversos idiomas. Suas obras transcendem gêneros ortodoxos, combinando ficção, jornalismo, análise política e História. “Esse livro é uma patada em cima da outra”. E m “De Pernas Pro Ar”, Galeano exerce todo seu conhecimento da cultura e política da América Latina sob o olhar atento de alguém que, desde 1971, com “As veias abertas da América Latina” vem criticando a exploração de nossa sociedade pelo assim por Deleuze chamado de Capitalismo Mundial Instituído. O mundo ao avesso é um mundo trágico, onde tudo acontece, um mundo onde não há resistência e sim apenas conformidade e visões distorcidas, em outras palavras, a escola do mundo ao avesso é a "contra escola existente". "O mundo ao avesso gratifica o avesso: despreza a honestidade, ...

VISÕES E VERSÕES: ''Fundação do Papai Noel"- A Coca-Cola e a versão de Rabdon Sunblom

VERSÕES   Por que 25 de dezembro? Conforme Funari, o Natal é derivado de uma festa muito anterior ao cristianismo e ao calendário do ciclo solar. De acordo com o pesquisador, os pagãos comemoravam na época do solstício de inverno (o dia mais curto do ano e que, no hemisfério norte, ocorre no final de dezembro) porque os dias iriam começar a ficar mais longos. "É uma celebração que tem a ver com o calendário agrícola, originalmente. E, como todo calendário agrícola, ele está preocupado com a fertilidade do solo e a manutenção do ciclo da natureza", diz o professor. Em Roma, essa data era associada ao deus Sol Invictus, já que após o dia mais curto do ano o sol volta a aparecer mais. Quanto ao cristianismo, a comemoração do nascimento de Jesus Cristo só começou a ocorrer no século IV, quando o imperador Constantino deu fim à perseguição contra essa religião. Os religiosos então usam a comemoração pagã e a revestem com simbolismo cristão. Curiosamente, afirma o pesquis...

CHARGE: A indústria e a alienação do trabalho

A indústria e a alienação do trabalho A charge de Caulos, de 1976, apresenta uma crítica bem humorada ao processo de alienação do trabalho sofrido pelos operários nas fábricas. Fonte original: Caulos. Só dói quando eu respeiro. Porto Alegre: L&PM, 1976.p. 65. Digitalização: Fernanda E. Mattos, autora e colunista do blog Um quê de Marx. É permitido o compartilhamento desta publicação e até mesmo a edição da mesma. Sem fins lucrativos e cite a fonte. Creative Commons Atribuição-NãoComercial 4.0 Internacional .