"O intelectual existe para criar o desconforto, é o seu papel''- A mensagem de Milton Santos aos intelectuais do Brasil.
"O intelectual existe para criar o
desconforto, é o seu papel. E ele tem que ser forte o bastante sozinho
para continuar a exercer esse papel. Não há nenhum país mais necessitado
de verdadeiros intelectuais, no sentido que dei a esta palavra, do que o
Brasil"
Tenho grande admiração pelo pensador Domenico de
Masi, meu post após a participação dele no Roda Viva da Tv Cultura, mostra um
pouco o que penso: Domenico de Masi
e o ócio criativo, (22-01-13). Mas com todo respeito,
discordo da frase dele e da maioria no blog (Science blog),
não no todo, mas em parte. Creio que ele e muitos outros, devem concordar que a
nobreza no Brasil está no povo.
As nossas universidades, são derivadas de nossas
elites, "elites marginais", segundo Raymundo Faoro, que vem da
aristocracia, aqui prevalece o privilégio e o status quo, e não as leis (Milton
Santos).
A sociedade brasileira, estamos ainda na
adolescência, e a universidade é derivada dela, ou será que existe uma ilha nas
universidades?
Existe ilhas de excelência nas universidades sim,
mas no geral é uma ilhas da fantasia, a realidade entre a nossa sociedade e a
realidade das universidades não é só de hiato, e sim de abismos. Bem diferente
por exemplo, entre as Universidades e a sociedade dos EUA e da Europa.
Estamos assistindo a quebra do mito da razão e da
fé do modelo eurocêntrico de mundo dos últimos séculos, dai nossa importância
no cenário, mas insisto, como Eduardo Viveiros de Castro, Laymert Garcia dos
Santos, José Miguel Wisnik, entre outros, a nossa nobreza está no povo, e quem
da as cartas ainda é a casa grande, a pedantocracia do academissismo, derivada
do estamento da aristocracia desde o império.
Há esperança no futuro, na construção de um novo
futuro que inclua a nobreza do povo, não necessariamente no nosso tempo de
nossa vida, tempo breve, como disse Norbert Elias, mas no tempo curto
(político, Conjuntural), de décadas, e no tempo estrutural, de longa duração
(longue durée, Fernand Braudel). Ele jogou uma isca e mordemos de forma, fácil,
muito fácil.
Faço minha as palavras de Oswaldo Conti-Bosso.
Texto original: GGN- O jornal de todos os Brasis, clique aqui e acesse. Org. Fernanda e. Mattos, autora e colunista do Blog um quê de Marx. É permitido o compartilhamento desta publicação e até mesmo a edição da mesma. Sem fins lucrativos e cite a fonte. Creative Commons Atribuição-NãoComercial 4.0 Internacional

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