(2014- 126 anos da Abolição) RACISMO E O MERCADO DE TRABALHO "Brancos pobres descendentes de colonos miseráveis e negros estigmatizados"
Em 1888 estraram cerca de 90 mil trabalhadores europeus em São Paulo, esse foi a rápida inserção de trabalhadores imigrantes no mercado de trabalho.
Um a fonte de 1902 estimou que a força de trabalho industrial na capital era composta de mais de 90% de imigrantes*.
Em 1901 a grande massa trabalhadora era formada por europeus e grande porção de negros ("livres" pós abolição) mas os mesmos sempre se encontravam na situação de desempregados ou submetido a "subempregos". Esta situação lamentavelmente vigora até os tempos atuais, há de lembrar que a participação do negro no mercado de trabalho ao se comparar com o "branco" há fortes desigualdade em questão salarial.
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Ano após ano, pesquisa após pesquisa, esta proporção se mantém.
Em março de 2004, o IBGE, com base na PME (Pesquisa Mensal do Emprego), revelou que os negros e pardos recebiam a metade da renda dos brancos (média do "branco" R$1.096- média dos pardos e negros R$535). Os dados apontam a realidade, a verdade de que o racismo existe não somente na esfera do preconceito perante o pigmento da pele, mas também em relação salarial*.
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| FONTE: INSPIR |
É com o título da notícia que saiu esta semana no site Pragmatismo Político que eu encerro esta postagem, deixo a questão como reflexão aos caros leitores.
A Abolição da Escravatura aconteceu há 126 anos, mas as condições
mudaram tão lentamente que quase não mudaram. Como se inserir na sociedade se
as condições mínimas não foram dadas?
Reflitam.
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* Trecho retirado do texto original
Obra de referência: Racismo e o mercado de trabalho: opressão transformadora em superexploração- Wilson Silva.
Extraído de As classes sociais no capitalismo- Org. willian Felipe.
Texto síntese: blog um quê de Marx.



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