É COMUM OUVIRMOS CRÍTICAS ACERCA DA IDEOLOGIA QUE ESCOLHEMOS, QUANDO NÃO SÃO CRÍTICAS ACOMPANHADAS COM XINGAMENTOS E PRE-CONCEITOS PROPAGADOS PELAS A MÍDIA, PELA DIREITA FASCISTA E ATÉ PESSOAS ALIENADAS, QUE REPETEM AQUILO QUE ESCUTAM E NÃO POSSUEM O MÍNIMO DE SENSO CRÍTICO PARA REFLETIR SOBRE A REALIDADE.
Ser de esquerda é, desde que essa classificação surgiu na
Revolução Francesa, optar pelos pobres, indignar-se frente à exclusão social,
inconformar-se com toda forma de injustiça ou, como dizia Bobbio, considerar
aberração a desigualdade social.
Ser de direita é tolerar injustiças, considerar os imperativos do
mercado acima dos direitos humanos, encarar a pobreza como nódoa incurável,
julgar que existem pessoas e povos intrinsecamente superiores a outros.
Ser de esquerda, hoje, é defender os direitos dos mais pobres,
condenar a prevalência do capital sobre os direitos humanos, advogar uma
sociedade onde haja, estruturalmente, partilha dos bens da Terra e dos frutos
do trabalho humano.
O fato de alguém se dizer marxista não faz dele uma pessoa de
esquerda, assim como o fato de ter fé e frequentar a igreja não faz
de nenhum fiel um discípulo de Jesus. A teoria se conhece pela práxis, diz o
marxismo. A árvore, pelos frutos, diz o Evangelho.
Se a prática é o critério da verdade, é muito fácil não confundir
um militante de esquerda com um oportunista demagogo: basta conferir como se dá
a relação dele com os movimentos populares, o apoio ao MST, a solidariedade à
Revolução Cubana e à Revolução Bolivariana, a defesa de bandeiras
progressistas, como a preservação ambiental, a união civil de homossexuais, o
combate ao sionismo e a toda forma de discriminação.
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Texto referência: Frei Betto- Site Brasil de Fato.


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