"Foi contra os pobres, desocupados e vagabundos que a lei acabou voltando suas armas": CARACTERÍSTICAS DA ACUMULAÇÃO PRIMITIVA DO CAPITAL- Parte I
XV-XVI- AS FORÇA PRODUTIVAS: INOVAÇÕES
E DESCOBRIMENTOS
Pensemos a acumulação primitiva sob
análise dos séculos XV e XVI, fase do capitalismo comercial, mercantilista,
assim por dizer uma sociedade “pré-capitalista”, em ascensão, novas formas e relações de produção , expansão do comércio
marítimo, conquistas coloniais, novas rotas comerciais e etc. Cabe ressaltar que ao abordar os séculos mencionados acima, estamos falando em alguns países da Europa, pois o desenvolvimento e desmoronamento do sistema feudal se deu de modo desigual por todo o globo.
A ACUMULAÇÃO PRIMITIVA DO CAPITAL
Baseado nas ideias de
Pierre Vilar, onde o mesmo baseia-se em Marx (sob influência das ideias de
Weber), ao justificar a acumulação primitiva do capital na defesa tal
acumulação se deu meio a crises, violências, desiquilíbrio, que então marcaram o fim
do feudalismo.
Vejamos as primeiras
formas que sustentou esta acumulação.
• Expropriação
agrária e proletarização das massas rurais;
• Saque, exploração
colonial;
• Capital usuário e
mercantil.
“Na Inglaterra [...]
foi contra os pobres, desocupados e vagabundos que a lei acabou voltando suas
armas”
A expropriação e
proletarização são características da acumulação primitiva do capital- uma
espécie de “violência” legalizada que fez com que
grande parte dos camponeses fossem expulsos de sua terra, sendo então separados
da mesma e dos meios de produção, os levando ao “destino” da proletarização.
A
exploração colonial, saques, piratarias e pilhagens (formas de acumulação primitiva) também está incluso roubo de joias, tesouros, como
os dos Incas e etc., fatores estes que resultaram na exploração colonial. A América Latina é um exímio exemplo de saqueamento aliado com a exploração da mão-de-obra,
que enriqueceu a Europa, com ouro, prata, especiarias e entre outros produtos
valiosos, fatos esses, considerados como o “boom” de acumulação- “inflação do lucro” (termo, utilizado pelo autor).
A COMPOSIÇÃO DO PREÇO
O salário não foi o
único determinante para a expansão do lucro (o que muitos autores podem discordar) é devido ao “boom” de lucros aconteceu devido ao devastador imperialismo,
exploração colonial, “portanto, os lucros
são extraídos mais do trabalho dos mineiros americanos do que dos assalariados
europeus”.
O capital usuário e
mercantil são outras formas de acumulação monetária, sendo o primeiro, o
consentimento de empréstimos para consumo a juros elevados e o segundo como especulação
da escassez, ou seja, produtos são acumulados e vendidos no momento mais
oportuno e lucrativo e o caso de produtos “raros, valiosos”, terem uma grande
demanda e pouca oferta, sendo então vendidos a preços exorbitantes.
Fique atento (a) as próximas postagens, em breve iremos postar outros temas desta obra.
Postagem baseada na obra: Capitalismo e transição. Capítulo III: A transição do Feudalismo ao Capitalismo- Pierre Vilar. Esquemas e texto síntese: blog um quê de Marx.

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