As manifestações na mídia e nos comitês pelo 'volta FMI'
Aqueles protestos eram semelhantes aos na Europa de hoje contra o
arrocho imposto pela Troika (a trinca formada pelo próprio FMI, o Banco Central
Europeu e a Comissão Europeia).
Países como a Ucrânia
experimentaram recentemente uma onda de protestos, com apoio velado dos Estados
Unidos e Europa para derrubar governos eleitos que mantinham boas relações com
a Rússia e instalar governos antirrussos e cooperativos com as potências imperialistas
ocidentais.
Os protestos contaram com
setores da sociedade que iam de neonazistas, paramilitares, ONGs que recebiam
verbas ocidentais para conspirar, e gente do povo desavisada, sobretudo jovens,
que acreditavam em uma revolução de seu tempo, sem enxergar ao lado de quem
estavam lutando e servindo de bucha de canhão para uma elite política e
econômica imporem seus interesses alienígenas aos do povo.
Resultado: o FMI está de
volta à Ucrânia com suas medidas amargas. Muitos ucranianos agiram como se
carregassem faixas "volta FMI" sem saber que faziam isso, por falta
de desenvolver uma consciência política crítica abrangente, que tenha uma visão
mais ampla do todo.
As grandes manifestações
de junho de 2013 no Brasil repetiram um pouco isto, em menor escala e sem o
desfecho dramático de lá. Com pautas difusas, e com forte tentativa das
oligarquias econômicas junto dos meios de comunicação de massa, tentaram dar um
golpe midiático para capturarem para seus interesses neoliberais aquela
movimentação popular.
Os movimentos sociais
organizados perceberam o golpe, que levaria ao retrocesso, e reorientaram sua
tática. Estes movimentos passaram a fazer manifestações com assinatura e pauta
definida, para não serem usados pela agenda neoliberal do "volta FMI".
É permitido o compartilhamento desta publicação e até mesmo a
edição da mesma. Sem fins lucrativos e cite a fonte. Creative Commons Atribuição-NãoComercial 4.0
Internacional.

.png)
Comentários
Postar um comentário