Não há como refletir
o Brasil após a democratização sem relacionarmos a Constituição Federal e as
disputas em torno dela, uma grande corrida por defesa de interesses iniciou-se
junto a ela a formação de diversos grupos unindo forças para defenderem seus
interesses frente ao mais novo “contrato social” do País .Entre diversos os
diversos grupos destacamos a União Democrática Ruralista a “UDR” considerada
por muitos um “partido” nacional da burguesia agroindustrial no país . Analisando
a Constituição, funcionamento e estratégias de atuação política usadas pela UDR
junto ao Estado e a Sociedade Civil pouco teve de “inovadora” a não ser a legitimação
da violência física como ferramenta para alcançar seus interesses perante a
conjuntura em que o País encontrava-se. Composta por latifundiários a UDR
manteve suas mobilizações por meio de abundantes recursos como Leilões de Gado
que lhe ajudariam a ocupar a “dianteira” política junto à constituinte dedicada
a organização de setores de grandes proprietários de terra.
Segundo lideranças
da época, a UDR teria tomado forma no ano de 1985, após uma reunião promovida
no Estado de Goiás, que como membros tiveram o apoio de diversos Pecuaristas e
latifundiários, visando uma “Modernização Conservadora” da agricultura
Brasileira e defendendo claramente os interesses dos grandes proprietários de
terras no Brasil. Vale destacar que um de seus principais fundadores foi o
grande pecuarista da região de Pontal do Paranapanema o Sr. Plínio Junqueira, e
o médico Ronaldo Ramos Caiado, que descendia de uma família altamente influente
de fazendeiros políticos, do encontro entre os dois nascia a União Democrática Ruralista.
A bancada Ruralista formada é um
dos principais grupos de pressão que atuam no Parlamento brasileiro,
interferindo diretamente em decisões que muita das vezes seria de suma importância
para a sociedade rural e movimentos sociais camponeses. A UDR manteve o
discurso de criar uma mobilização para conscientizar o Congresso Nacional a
criar uma Legislação que assegurasse os direito de propriedade, na época uma
ala política de esquerda radical queria acabar com esse direito segundo Ruralistas. De 1994 a 1996 a UDR ficou desativada devido a
desmobilização da classe, que se sentiu mais segura após as conquistas na
Constituinte e o afastamento dos riscos sobre o direito de propriedade. No
final de 1996 a entidade foi reativada em Presidente Prudente-SP, região
conhecida também por Pontal do Paranapanema.
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| "OS RURALISTAS DE HOJE, SÃO OS BANDEIRANTES DE ONTEM" |
Estima se que a
Bancada Ruralista vem interferindo de forma eficiente no que atinge a “Reforma
Agrária”, muitos interesses serão feridos se realmente houver uma divisão justa
de terras no País. Um grupo que defende interesses apenas de sua própria classe
social não deve ser bem aceito no meio político social das classes
trabalhadoras, os Movimentos sociais mobilizados em sincronia teriam um
maior poder de combate a diversos
avanços impedidos ou “sabotados” por agremiações de interesses Burgueses, uma
vez que no século XXI o Brasil é considerado o maior consumidor de agrotóxicos
do mundo, vemos que por trás de tantas facilidades para o uso de “Veneno” em
nosso alimento só poderia estar vinculada a uma grande União de interesses
privados a beneficio de uma minúscula
parcela da sociedade Brasileira.
Há mais de 500 anos, quando os portugueses chegaram à costa brasileira, os índios eram vistos com o mesmo olhar conservador que são vistos hoje pelos ruralistas e pelo governo corrupto e pela mídia vendida.
Texto de: Jonatan Amaral Afonso, colaborador do blog um quê de Marx. Referências: Planalto, leis; UDR, clique nos links e acesse. A questão agrária no Brasil- A classe dominante agrária, Sonia R. Mendonça.




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