Como poderíamos usar os ensinamentos, conceitos de Guerra, ou melhor, de um guerreiro nos dias de hoje para nossas tarefas cotidianas e em conflitos atuais?
O título nos remete à uma pergunta interessante na busca por uma visão mais ampla sobre
a relação entre ensinamentos de guerra e como os mesmos podem superar o
tempo e ainda perdurar entre nós. Trataremos em neste breve resumo, compreender a relação entre os escritos por "Sun
Tzu em: “A Arte da
Guerra”, escrito aproximadamente no século I d.C, por um Filósofo-estrategista, onde não fica comprovado se Sun Tzu realmente
existiu ou se é uma figura lendária, mas o que podemos ver claramente a carga de sabedoria empregada nos escritos da obra.
No início do estudo encontramos uma mensagem que podemos utiliza-lá
como filosofia de liderança e a mesma deva ser analisada de uma forma mais aprofundada.
O pronunciamento inicial da obra
O pronunciamento inicial da obra
“Lembra-te que defendes não interesses pessoais, mas sim os do teu país.
Tuas virtudes e teus vícios, tuas qualidades e teus defeitos influem igualmente
no ânimo daqueles que representas. Geralmente os grandes são irreparáveis e
funestos. É difícil sustentar um reino que tenhas levado a beira da ruína.
Depois de destruí-lo, é impossível reergue-lo. Tampouco se ressuscitam os
mortos” (Breve trecho do livro “A ARTE DA GUERRA”).
A "Arte da Guerra" batiza tanto o manual militar do general chinês Sun Tzu, quanto a obra com as experiências bélicas de Nicolau Maquiavel e o mesmo em uma de
suas mais importantes obras “O Príncipe”, considerado até hoje por muitos
intelectuais contemporâneos um livro de cabeceira à quem deseja chegar ou manter-se
a frente de um povo, exército, equipe de luta e afins. Mas o que diferencia Sun
Tzu de Maquiavel no que diz respeito ao teor da mensagem (a guerra)? Muitas perguntas
nos surgem e é essencial que brevemente respondamos a tais especulações
literárias. Sabe-se que Maquiavel foi um
historiador, poeta e musico italiano do renascimento e considerado por muitos o
fundador da ciência política moderna. Já Sun Tzu foi um autêntico guerreiro e um
líder de batalhas, que, viveu em prática o que escreveu não que Maquiavel não
tenha vivido em prática boa parte de teus escritos, porém, a visão empregada
aqui é de relacionarmos as mensagens deixadas por este guerreiro que até os dias
de hoje nos auxiliam diretamente em certas ocasiões do cotidiano.
O guerreiro
Sun Tzu se mostra bastante frio e calculista, em uma de suas façanhas, ganha do Rei Wu a confiança de preparar para a
mais cruel das batalhas, o que para tão renomado guerreiro
deveria ser uma tarefa um tanto estranha, pois bem, Sun Tzu aceita o desafio, e
imediatamente inicia seus trabalhos de militarização das 180 concubinas (mulheres) do Rei Wu, o problema é que as moças ao fim do
treinamento não atingem as expectativas esperadas pelo guerreiro Sun Tzu,
resultado este que causara a morte das duas mulheres preferidas do rei, pois ao
se negarem de realizar os feitos ordenados por Sun Tzu as duas mulheres mais
amadas pelo rei foram decapitadas ao vivo pelo guerreiro em forma de lição as
sobreviventes, o que mostra sua visão fria sobre o respeito e cumprimento de
disciplina militares.
O bravo
guerreiro nos alerta em seus escritos para que jamais se engajar em pequenas ações
cujo desfecho é incerto nos diz: “evita-as,
se a elas não fores forçado. Sobre tudo, evita te engajares em uma ação geral
se não tiveres segurado de uma vitória completa”. Quantas vezes damos uma
batalha por vencida, dizemos aos outros que nós vencemos uma etapa ou
resolvemos um problema que ainda não o fizemos por completo, a segurança é um
dos domínios principais de um bom guerreiro, porém, esta mesma confiança não
pode ser confundida com precipitação, incoerência, as batalhas são complexas e
subjetivas, a eliminação de uma batalha, ou seja, o ato de se dar uma batalha,
ou até mesmo uma guerra por vencida é maior do que parece, para tomar tal
decisão é preciso mapear todos os pontos eliminados de uma batalha, todas as
possibilidades do inimigo reagir perante a queda devem ser revistas, somente
após a certeza dos inimigos não terem mais chance alguma de reação e até muitas
vezes estarem dominados por completo, ai sim declaramos a vitória ao povo e
principalmente ao exército. E quanto às tropas é necessário que não fiquem
muito calmos e sem afazeres, pois podem ser surpreendidos por uma outra frente
de batalha inimiga inesperada, o bom guerreiro estará sempre pronto pra uma batalha
sobre está o guerreiro nos deixa em poucas linhas uma doutrina aderida até hoje
por muitos “Guerreiros Econômicos” ele nos diz o seguinte: “Não adies o momento do combate, nem esperes que tuas armas enferrujem e
o fio de tua espada se embate. A vitória é o principal objetivo da guerra”
Sendo assim, ao seguirmos "estes escritos" reconhecemos
que o momento do confronto jamais deve ser adiado, pois será inevitável e não
terá dois vencedores, uma vez que o objetivo neste caso das duas partes
envolvidas seria a vitória, e tal vitória causara a derrota do outro. Ao
entrarmos em um conflito, seria essencial o conhecimento de tal filosofia, pois
como disse acima mesmo que apenas para equipá-la-á ao contexto atual e
embasarmos tais possibilidades de usarmos estes conceitos em nossos próprios
confrontos, não incentivando o leitor a luta arnada (feito como acontecia nas
grandes batalhas), mas sim a veracidade de tais escritos nos possibilita de
vermos até mesmo o mais simples dos confrontos de outro ângulo e tomarmos
diferentes posicionamentos sobre os mesmo.
"O POVO E AS ARMAS"
"O POVO E AS ARMAS"
Finalizando esta primeira parte deste atual trabalho
gostaria de salientar um dos trechos finais que o guerreiro Sun Tzu nos deixa
em seus escritos que é a questão de unir as forças militares ao povo, ou seja,
aos civis para que assim se expandam suas fronteiras e forças perante aos
confrontos, uma vez que se tens o apoio do povo, tens a possibilidade de tornar
de domínio das tropas uma vasta área geográfica e usar dos recursos que a mesma
oferece. Exemplo deste ensinamento na prática foi a “revolução Cubana” de 1959, onde as tropas chefiadas pelo Comandante
Fidel Castro, o mundialmente conhecido e respeitado perante os revolucionários
Ernesto Guevara mais conhecido como “Che Guevara” uniram forças de suas tropas com
o povo, fazendo a defesa deste povo, defendendo seus interesses maiores que na
época eram a independência “Norte Americana” da ilha, como o apoio do povo os
revolucionários do “Movimento 26 de Julho”
liderado por Fidel, Che e outros lideres menos estratégicos. Assim podemos
enfim entender que a melhor forma de relacionarmos ensinamentos de guerra ao
nosso cotidiano é uma questão subjetiva e de grande complexidade, o que com
certeza devemos é tentar, ou seja, buscar uma ligação teórica entre tais
ensinamentos e nossos conflitos rotineiros, assim dando vida mais uma vez a
essas teorias que só enriquecem o entendimento tático e técnico de um conflito
propriamente dito.
Texto síntese:
Jonatan Afonso, estudante de advocacia, colaborador e colunista do blog um quê
de Marx. Obra utilizada: A arte da guerra, ''Sun Tzu''. Clique aqui e tenha acesso
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